Mulheres na Política
Porque é tão difícil ser
Candidata Mulher nesse Sistema? Primeiro, nossa Construção Social não é para
ser Pública, mas privada. Somos educadas para sermos boas mães e para casar.
Foi assim comigo, inconscientemente ou conscientemente as famílias fazem isso
conosco. Daí demoramos para darmos conta
que dá para mudar e dá para ser diferente, daí a gente já tem uns 20 e poucos
anos (no meu caso já tinha consciência de classe nessa idade, porém, “só me
desabrochei e comecei meu processo de empoderamento” nessa fase da vida, quando
tive contato na faculdade com professoras feministas). Daí você entra no
partido, se envolve nas discussões organizativas, toca movimento de saúde, de
mulheres e não sobra tempo para se apropriar como os homens das pautas
econômicas e conjunturais, por exemplo. Porque historicamente, mais uma vez,
somos envolvidas na questão de mulheres por questão de sobrevivência) ou
fazemos cursos na área do cuidado (eu, por exemplo, sou enfermeira). Quando
você se dá conta que precisa sair como candidata, já se passaram uns bons anos.
Daí você se dá conta que a sociedade não vê com bons olhos a candidatura de
mulheres, as mulheres ainda não confiam em mulheres (porque o capitalismo
ensina a competição) e a sua família acha que “você é louca, ela não tirou isso
da cabeça?”. Reparo que muitos homens por aí levam adiante suas carreiras
políticas para frente porque tiveram mulheres parceiras ao seu lado. Nós
mulheres precisamos fazer um Pacto por Candidaturas Feministas, ocupar os
Espaços nas Majoritárias, porque é só por nós é que vamos mudar essa realidade,
dificilmente os homens vão nos apoiar. Temos que Lutar pela Paridade não só nas
cotas das eleições, mas que 50% das vagas sejam de fatos garantidas legalmente
para as mulheres na Câmara, no Senado e na Executiva. Chegou a Nossa Vez, por
Políticas Afirmativas para nós Mulheres para amenizar anos de Repressão. Sozinha
andamos bem, mas juntas Andamos Melhor!
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