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Mostrando postagens de maio, 2017

Feira livre de Apucarana não pode vender produtos de origem animal direto do produtor

Tentei ser vegana, mas me conformei pelo menos aliviando o sofrimento dos animais comprando leite e ovos direto do produtor. Até porque não acho tão razoável ficar comendo soja vindo do agronegócio sujo. Ia sempre à feira livre para fazer isso, comprar produtos sem agrotóxicos, sem crueldade animal, privilegiando o comércio local, a agricultura familiar e a sustentabilidade (se é que isso existe no capitalismo). Faço isso porque não quero comprar ovos de granja turbinados de hormônios ou ser cúmplice de frigoríficos (ainda mais agora por conta dos escândalos que temos visto todos os dias), ou mesmo tomar leite misturado à soda. Porém, fui domingo à feira livre de Apucarana para comprar meu leite e ovos caipiras e fui informada pelos feirantes que eles não poderiam mais comercializar seus produtos de origem animal. Moral da história: feirantes indignados, sem renda, feira esvaziada, zero comércio local e zero agricultura familiar! E, eu fiquei muito irada porque não posso nem ter aces...

Transporte público e mobilidade humana em Apucarana

Quando defendemos o transporte público como direito social e não como lucro dos empresários não é à toa. Hoje fiquei no ponto de ônibus e o ônibus simplesmente não passou. Meus alunos ficaram esperando eu chegar, e tive que ir passando atividade via whats para eles. Ou seja, o ônibus deve ter quebrado e a Val não mandou outro no lugar. Quer dizer, a gente pega ônibus porque precisa, e temos horário a cumprir. Liguei na Val para fazer reclamação e simplesmente chamou, chamou,  chamou e nada. Por isso que não dá para continuar com esta empresa, há necessidade de um conselho popular de transporte e mobilidade humana na cidade para revisar esse contrato e mandar um tarifa zero. Estamos no mês de maio, mês de prevenção dos acidentes de trânsito, e para que esta campanha não fique só na faixa pendurada na regional de saúde, temos que promover ações intersetoriais porque a população só anda de moto porque o transporte coletivo é de péssima qualidade, e assim quanto mais motocicletas nas ...

Dia da Luta Antimanicomial em Apucarana

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Hoje realizamos ações relacionadas à Luta Antimanicomial em nosso município, a chuva não nos permitiu fazermos a tão esperada caminhada, mas não perdeu o brilho. Usuários deram depoimentos emocionantes do cuidado em liberdade, e usuários do CAPS AD abrilhantaram com músicas que nos remetem à saúde mental, dentre os músicos lembrados tivemos Bob Marley, Raul Seixas, Cidade Negra, Renato Russo, a banda Haloperidol e os antagonistas da dopamina fizeram o show. Tivemos a participação dos CAPS ij e AD de Apucarana, bem como do CAPS I de Cambira com seus cartazes. Ao final para fecharmos com chave de ouro houve a declamação de uma poesia linda de um usuário do AD falando de liberdade e alienação. É evidente que o hospital psiquiátrico faz mal à saúde, mas também não podemos perder do horizonte que práticas manicomiais também podem ocorrer na prática dos caps, acredito que este é o debate mais atual a fazermos e enfrentarmos, desmonte pelas mãos do próprio trabalhador...

17 de maio- dia de combate à LGBTTTfobia

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No dia 17 de Maio- dia de combate à LGBTTTfobia o coletivo diversidade conseguiu fazer um lindo piquenique na praça da onça em Apucarana-PR. O coletivo diversidade nasceu inicialmente como comitê de saúde integral da população LGBTTT com profissionais de saúde da Autarquia Municipal de Saúde, com o passar do tempo ele se tornou coletivo tendo um ar mais plural e com menos representação governamental. Ainda assim muitos profissionais de saúde ainda impulsionam o coletivo pautando estas discussões dentro da autarquia, principalmente com relação ao nome social, apoio ao sofrimento psíquico deste público e reflexões junto à administração municipal sobre a necessidade do processo de hormonização em nossa própria rede, para que nossos usuários não precisem mais ir a outros municípios em busca de assistẽncia. Durante o piquenique muitas pessoas transitaram durante o evento e acreditamos que cerca de 80 pessoas participaram, dentre elas o próprio público LGBTTT, simpatizantes e pe...

Meu texto sobre feminismo no site da Insurgência, corrente internacionalista do PSOL

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Menina de bamba, sobre a necessidade do feminismo 16/05/2017     Mulheres ,  Principal   Jackeline Aristides Não nasci feminista, me forjei feminista para sobreviver do machismo que nasceu primeiro.  Fui criada por meio de uma educação machista e opressora, e acredito que desde muito  jovem eu já era feminista e nem sabia, batia de frente com posturas opressoras e não  aceitava desaforo de meninos quando só eles tinham a quadra de esporte e não cediam a  quadra para as meninas jogarem futebol. Entrei em confusão boa muitas vezes por conta  disso, mas me fortaleci, não ia aceitar menino algum me agredir verbalmente ou  fisicamente, ou dar de dedo na minha cara. Nos bastidores da família eu era a “rebelde”,  sempre senti que tinha uma educação diferente por ser mulher.   Passado o tempo tive um companheiro que se dizia de esquerda, mas falava que eu “não  me expressava bem nas reuniões de partido, que nã...

Conferência livre da saúde da mulher em Londrina

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No dia 06 de maio tive o imenso prazer de compartilhar momentos agradáveis com valorosas companheiras de luta, dentre elas negras, lgbtts, dançarinas, líderes de terreiros, professoras, sindicalistas, donas de casa, trabalhadoras do campo na Conferência livre de saúde da mulher em Londrina. Fiz uma fala sobre a necessidade de pensarmos na saúde mental da mulher para além da doença mental. Problematizei que a militância feminista está lado a lado com a luta antimanicomial, ainda mais no mês de maio, mês desta luta. Estas lutas tem que estar afinadas por conta de que ao longos dos séculos as mulheres foram trancafiadas nos hospitais psiquiátricos por serem de esquerda, por dizerem não ao casamento, ou quando não queriam ser mães. E, hoje este debate ganha destaque porque muitas mulheres são encaminhadas para a prisão por conta do uso de drogas.

Piquenique contra a LGBTfobia - Pelo respeito à Diversidade Público

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Piquenique contra a LGBTfobia - Pelo respeito à Diversidade Público Organizado por Comitê de Saúde LGBTI de Apucarana Quarta, 17 de maio às 16:00 - 19:00 Praça da Onça Apucarana

Menina de bamba e a necessidade do meu feminismo

*Por Jackeline Aristides, feminista, enfermeira, antiproibicionista    e militante do PSOL- Partido Socialismo e Liberdade  Não nasci feminista, me forjei feminista para sobreviver do machismo que nasceu primeiro.  Fui criada por meio de uma educação machista e opressora, e acredito que desde muito  jovem eu já era feminista e nem sabia, batia de frente com posturas opressoras e não  aceitava desaforo de meninos quando só eles tinham a quadra de esporte e não cediam a  quadra para as meninas jogarem futebol. Entrei em confusão boa muitas vezes por conta  disso, mas me fortaleci, não ia aceitar menino algum me agredir verbalmente ou  fisicamente, ou dar de dedo na minha cara. Nos bastidores da família eu era a “rebelde”,  sempre senti que tinha uma educação diferente por ser mulher.   Passado o tempo tive um companheiro que se dizia de esquerda, mas falava que eu “não  me expressava bem nas reuni...