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Mostrando postagens de janeiro, 2012

Relato do Ato em Solidariedade aos moradores do Pinheirinho acontecido em Londrina!

Ontem, rolou um ato em solidariedade aos moradores do Pinheirinho em Londrina. Manifestação que foi organizada em apenas um dia e que demonstrou a capacidade organizativa da juventude. Cerca de 80 pessoas estiveram presentes demonstrando seu apoio à população que foi massacrada pela polícia de Alckimin PSDB). Importante frisar que a imprensa londrinense simplesmente não apareceu, e infelizmente as pessoas estão carentes de informações reais, das mortes ocorridas, das pessoas sem assistência, lesionadas, já que o governo tucano não deixa a imprensa chegar ao local, estão fazendo um ótimo trabalho para mascarar o genocídio perpetrado pelo Estado. Nahas, especulador imobiliário, sonegador de impostos e assassino está sendo protegido em detrimento de milhares de pessoas desabrigadas, sem direito à moradia, morte ao Estado Burguês! Para mais informações acessem: http://www.pstu.org.br/movimento_materia.asp?id=13826&ida=0 site@pstu.org.br PSDB e PM dizem não haver mortos nem feridos. At...

Ato Público em Londrina em repúdio à invasão da PM no Pinheirinho! Não ao banho de sangue do Estado!

Calçadão de Londrina - em frente ao Banco do Brasil Descrição Ato de apoio às 6 mil famílias sem-teto do Pinheirinho, em São José dos Campos. Convocamos todos a estar presente nesta segunda-Feira (23/01/2012) no Calçadão de Londrina (em frente ao Banco do Brasil), a partir das 18:00, a prestar solidariedade à ocupação. Quando mora dia é um privilégio, ocupar é uma obrigação. Apesar de o Tribunal Regional Federal ter determinado a suspensão imediata da ordem de reintegração de posse do Pinheirinho, o Comando da Polícia Militar mantém a operação de retirada de moradores. A Tropa de Choque invadiu a área na manhã deste domingo, dia 22, para cumprir a ordem de reintegração determinada pela juíza da 6ª. Vara Cível de São José dos Campos. Visto isso, a Justiça Federal decretou a suspenção da ocupação, e a palavra da polícia foi a de que desocupariam a região mesmo com ordem Judicial para não o fazer. Essa justiça desafinada é tão humana e tão errada, até quando iremos aceitar a crueldade daq...

Vladimir Maiakovski

Fiz ranger as folhas de jornal abrindo-lhes as pálpebras piscantes. E logo de cada fronteira distante subiu um cheiro de pólvora perseguindo-me até em casa. Nestes últimos 20 anos nada de novo há no rugir das tempestades Não estamos alegres, é certo, mas também por que razão haveríamos de ficar tristes? O mar da história é agitado As ameaças e as guerras havemos de atravessá-las, rompê-las ao meio, cortando-as como um quilha corta as ondas

BURGUESES

Não me dão pena os burgueses vencidos. E quando penso que vão a dar-me pena, aperto bem os dentes e fecho bem os olhos. Penso em meus longos dias sem sapatos nem rosas. Penso em meus longos dias sem abrigos nem nuvens. Penso em meus longos dias sem camisas nem sonhos. Penso em meus longos dias com minha pele proibida. Penso em meus longos dias. - Não passe, por favor, isto é um clube. -A relação está cheia. - Não há vaga no hotel. - O senhor saiu. - Deseja uma mulher. - Fraude nas eleições. -Grande baile para cegos. - Caiu o prêmio Maior em Santa Clara. - Loteria para órfãos. - O cavalheiro está em Paris. - A senhora marquesa não recebe. Enfim, toda recordação. E como toda recordação, que droga me pede você para fazer? Além disso, pergunte-lhes. Estou seguro de que também recordam eles.

Canta América

Solano Trindade Não o canto de mentira e falsidade que a ilusão ariana cantou para o mundo na conquista do ouro nem o canto da supremacia dos derramadores de sangue das utópicas novas ordens de napoleônicas conquistas mas o canto da liberdade dos povos e do direito do trabalhador

A grande marcha

Pablo Neruda Mas ocorria algo no mundo. Teu retrato não nos satisfazia. Era formosa tua pobre majestade, mas não nos bastava. A bandeira soviética ondulava beijada pela própria pólvora entre corações de homens. Tu, China, nos faltavas, e através dos mares ouvimos de repente que a voz do vento já não cantava só por seus largos caminhos Incorporava-se Mao e ao longo da China e ao longo de tantos sofrimentos, vimos subir seus ombros envoltos pela aurora. De longe, da América, cuja a margem meu povo escuta cada onda do mar, vimos surgir sua tranquila cabeça, e seus sapatos dirigem-se rumo ao Norte. Para Yennan com o poeirento traje se encaminha seu grave movimento: da China lhe entregavam homens, pequenos homens, enrugados velhos, sorrisos infantis. Vimos a vida. Não estava só o velho território. Não era lua de água enchendo a espectral arqueologia. De cada pedra um homem, um novo coração com um fuzil, e te vimos povoada, China, pelos teus soldados, pelos teus, enfim, comendo pasto, sem pã...

A Flor e a náusea

Carlos Drummond de Andrade Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de branco pela rua cinzenta. Melancolias, mercadorias espreitam-me. Devo seguir até o enjôo? Posso, sem armas, revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não, o tempo não chegou de completa justiça. O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera. O tempo pobre, o poeta pobre fundem-se no mesmo impasse. Em vão me tento explicar, os muros são surdos. Sob a pele das palavras há cifras e códigos. O sol consola os doentes e não os renova. As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase. Vomitar esse tédio sobre a cidade. Quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado. Nenhuma carta escrita nem recebida. Todos os homens voltam para casa. Estão menos livres mas levam jornais se soletram o mundo, sabendo que o perdem. Crimes da terra, como perdoá-los? Tomei parte em muitos, outros escondi. Alguns achei belos, foram publicados. Crimes suaves, que ajudam a viver. Ração diária de erro...

Para a luta não párar!

ELOGIO DE UM REVOLUCIONÁRIO Bertold Brecht Quanto aumenta a repressão, muitos desanimam. Mas a coragem dele aumenta. Organiza sua luta pelo salário, pelo pão e pela conquista do poder. Interroga a propriedade: De onde vens? Pergunta a cada idéia: Serves a quem? Ali onde todos calam, ele fala E onde reina a opressão e se acusa o destino, ele cita os nomes. À mesa onde ele se senta se senta a insatisfação. À comida sabe mal e a sala se torna estreita. Aonde o vai a revolta e de onde o expulsam persiste a agitação