Todo apoio aos grevistas da UTFPR campus Londrina! Dilma senta para negociar!






  • Servidores da UTFPR de Londrina também entram em greve

  • Pauline Almeida
Pessoal, vamos nos solidarizar com os grevistas de UTFPR campus Londrina, haverá um ato simbólico de doação de sangue no hemocentro do HURNP no dia 25 de junho as 9!

Os servidores da Universidade Tecnológica  Federal do Paraná (UTFPR) entraram em greve no final da tarde desta segunda-feira (11), em uma assembleia realizada em Curitiba. Em Londrina, 50% dos trabalhadores aderiu ao movimento. A adesão também foi massiva na unidade em Campo Mourão.
Com a paralisação de parte dos funcionários, as atividades da instituição ficam quase nulas, já que os docentes também estão em greve, deflagrada no último dia 17 de maio. Ambas as categorias negociam com o governo federal reajustes salariais e mudanças na carreira, como o valor do piso e melhores condições de trabalho.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público (Sinditest), Carla Cobalchini, contou que pelo segundo ano seguido os funcionários entram em greve. Em 2011, foram mais de 100 dias paralisados sem que houvesse acordo.
Parra & Alegre
Servidores da UTFPR também entram em greve  - Parra & Alegre
No primeiro dia de mobilização, 50% dos funcionários
aderiram à greve
"É uma greve por tempo indeterminado que resgata a pauta do ano pasado. Retomamos o piso de três salários mínimos, pois hoje ganhamos 1,8 salário mínimo. Além disso, tem a pauta geral com o conjunto do funcionalismo do reajuste linear de 22%. Tem o eixo geral de combate à implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares e ao projeto 549 que congela os gastos com funcionalismo por dez anos", disse.
Ela acredita que a paralisação deve ganhar mais visibilidade em virtude de outras graves que já foram deflagradas ou que serão nos próximos dias. "Tanto a greve dos docentes quanto a de outros servidores públicos devem dar mais força, como a do Cefet e das escolas técnicas, tem uma greve do judiciário marcada para o dia 21, tem uma para o dia 18 da confederação que reúne várias categorias dos servidores públicos da saúde. A expectativa é que seja uma greve geral, por isso um caráter diferente", colocou.
Protesto
O representante da paralisação da UTFPR de Londrina, Weslei Amâncio, afirmou que o campus aderiu à paralisação nesta terça-feira (12) com cerca de 50% dos servidores. Durante a tarde, a categoria se reúne para formalizar o comando local de greve e a comissão de ética.
"Nós fizemos uma assembleia simbólica em Londrina, já que fomos incorporados à decisão de Curitiba. Havia 30 técnicos, 20 foram a favor, outros dez se abstiveram porque ainda não tinham uma opinião formada", colocou.
Ao todo, são 40 funcionários no campus de Londrina. Nesta quinta-feira (14), eles se unem aos professores em uma marcha pelo Calçadão de Londrina. Provavelmente, a mobilização será realizada a partir das 10h com uma concentração na Concha Acústica.
Campo Mourão
No campus de Campo Mourão, no noroeste do Estado, dois mil alunos da UTFPR estão sem aula desde o dia 17 de maio. Os professores estão paralisados e reclamam da falta de iniciativa do governo em promover negociações.
"O fim da greve nas universidades federais depende do governo e não da categoria", disse o professor Emílio Gonzalez, líder do comando local de greve na cidade.
Nesta terça-feira (12), são 56 instituições de ensino superior federais que aderiram ao movimento.

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