Fachos nunca mais
Para as pessoas que defendem o Bolsonaro. Eis uma postagem de um cientista político da Unicentro Dr. Cláudio Cesar, muito elucidativa:
Prezados alunos e alunas, neste fórum, percebo uma argumentação muito favorável ao retorno dos militares ao governo. Fico aqui pensando se realmente ‘todos’ ou ‘uma grande maioria’ concordam com o retorno dos militares. Será isto mesmo ? Quando se tem medo, fortalece-se o outro lado. Esta frase pode ser utilizada por simpatizantes conservadores ou progressistas ou algo que os valha. A timidez, omissão ou falta de protagonismo joga a favor do oponente. No alto dos meus 51 anos de idade posso dizer a você que vivi um período do regime militar e que estudei profundamente os acontecimentos rea lizados durantes o regime militar. Respeito a opinião de muitos de vocês, mas percebo que alguns argumentos são reducionistas. Se o retorno dos militares são respostas para este novo mundo é possível que não estamos fazendo as perguntas certas. Tudo isto é estranho e, ao que parece errático. Ultimamente tenho dado mais crédito ao que escreveu Saramago quando afirmou que “os fascistas do futuro não vão ter aquele estereótipo do Hitler ou Mussolini. Não vão ter aquele jeito de militar durão. Vão ser homens falando tudo aquilo que a maioria quer ouvir. Sobre bondade, família, bons costumes, religião e ética. Nessa hora vai surgir o novo demônio, e tão poucos vão perceber a história se repetindo.” Quando converso com amigos, colegas e próximos, geralmente simpatizantes de um novo fascismo, impossível não lembrar de Saramago. É por isto que estou chocado com esta mentalidade militarizante de querer resolver as coisas no fundamentalismo, na radicalidade ou até mesmo no grito e no soco.
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