A Reforma que não é Reforma

A Reforma Política que as ruas pediam nas jornadas de julho não vai sair como as pessoas queriam. Defendemos o financiamento público de campanha, mas não bilhões, muito, muito, muito menos que isso. Estou vendo pessoas querendo o fim dos partidos políticos e votos em pessoas, isso é um grande equívoco, a mídia propagandeia que todos os partidos são a mesma coisa, para confundir mesmo as pessoas, para falar que tudo é ruim, para deslegitimar quem está fazendo os rolês corretamente. É equívoco votar em pessoas, e acreditar que uma pessoa vai melhorar a vida da gente, foi assim com Lula, foi assim com Dilma, e vai ser assim quando qualquer um ganhar. Podemos até ter direitos aumentados, mas não vamos conseguir superar essa sociedade assim, mas com coletividade, e não acreditando em um salvador da pátria. Só o poder do povo e a consciência da importância da política na vida da gente que vamos conseguir outra sociedade. Ninguém é neutro, uma pessoa se sair sozinha como candidata está representando a si mesma, umbilicalmente. Um candidato de um partido decente representa uma coletividade, uma ideologia, quando você vota em pessoas (voto personalista) você vai votar na ideologia dela, porque quando alguém diz que não tem ideologia é mentira, porque se ela fala isso, está necessariamente assumindo a ideologia dominante.

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