Na cracolândia...

A equipe de saúde mental de Apucarana esteve no projeto "De braços abertos (DBD)" que atua na Capital São Paulo, mais exatamente na cracolândia. Para aqueles que falam que usuários de crack são zumbis, e que por isso não podem ter voz e são silenciados e trancafiados, aqui vai meu recado: vi vida e esperança. Um projeto bacana baseado na perspectiva da redução de danos, lógico que precisaria ser ampliado e aperfeiçoado, mas um projeto que vai na contramão. Não gosto do Haddad, tenho rejeição ao que aconteceu em 2013, mas com a vinda do Doria corre-se o risco enorme de perdermos o que foi construído. Enquanto no DBD tinha umas duas duzentas pessoas sendo atendidas no momento em que passamos, o projeto do Alckimin "Recomeço"- baseado na internação e na religiosidade da comunidade terapêutica, estava totalmente esvaziado, apenas uma pessoa que não sei dizer se era usuário ou trabalhador da saúde ou assistência. Um espaço branco, higienista, piso branco, com vidros, estilo clínica privada, e com um baita de um guarda municipal na porta, dialogando com quem? Quem vai lá? Eu não iria, preferiria ir no DBD, cheio de vida, garantia de direitos, grafites, frentes de geração de trabalho e renda, com pessoas acolhedoras. Doria já prometeu incrementar esse tal recomeço. Um branco, rico, heterossexual, empresário, entende mesmo de política pública.


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