Em Defesa dos serviços públicos, PSOL apresenta emendas à MP 568 de 2012
http://psolcuritiba.org/2012/05/20/em-defesa-dos-servicos-publicos-psol-apresenta-emendas-a-mp-56812/
Por entender que esta MP traz demandas dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior e de algumas outras categorias mas que, ao mesmo tempo, reduz salários dos médicos e reduz o direito ao adicional de insalubridade e periculosidade dos servidores públicos federais, a bancada do PSOL, através do deputado federal Chico Alencar (PSOL/RJ) apresentou emendas a MP, visando garantir que a MP apenas traga benefícios aos trabalhadores, retirando do texto os ataques já citados.
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Em defesa dos serviços públicos, PSOL apresenta emendas à MP 568/12
No dia 14 de maio de 2012, a presidente Dilma Roussef editou a Medida Provisória 568/2012. A grande mídia anunciou que esta Medida Provisória (MP) iria beneficiar cerca de 900.000 servidores públicos federais mas “esqueceu” de falar sobre a retirada de direitos dos trabalhadores que vem junto com algumas recomposições salariais, fruto de acordos fechados no ano de 2011.
O PSOL defende a supressão do artigo 44 da MP, que versa sobre a redução do salário dos médicos e médicos-veterinários. Este artigo vai contra a lei nº 9.436/97, que estabeleceu que a jornada de trabalho dos médicos e médicos-veterinários no serviço público federal é de 20h semanais e ao artigo 19º da lei nº 8.112/90. A resultante do artigo 44º da MP 568/12 é a redução pela metade do salário dos médicos e médico-veterinários que optarem pela jornada de trabalho de 20h semanais.
O PSOL também apresentou emenda para retirada dos artigos 86 e 87 da Seção XXIV da MP. Esses artigos atacam o direito a adicional de insalubridade e periculosiadade dos trabalhadores, fazendo com que os adicionais, que hoje são percentuais ao salário, passem a ter valor fixo, muito menor do que o percentual hoje recebido.
A redução em termos financeiros dos adicionais não inibirá o trabalhador em se expor aos riscos, posto que estes na maioria das vezes são inerentes ao fazer cotidiano de suas funções. O resultado então será tão somente a compensação financeira recebida pelo risco. A medida visa apenas minimizar os custos da despesa de pessoal, numa lógica neoliberal e financista.
Para Chico Alencar, líder da bancada do PSOL, a “aprovação das emendas depende da pressão dos trabalhadores em cima dos deputados, visto que mais da metade do Congresso Nacional está comprometido com a retirada de direitos dos trabalhadores”.
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