Relato do Ato em Solidariedade aos moradores do Pinheirinho acontecido em Londrina!
Ontem, rolou um ato em solidariedade aos moradores do Pinheirinho em Londrina. Manifestação que foi organizada em apenas um dia e que demonstrou a capacidade organizativa da juventude. Cerca de 80 pessoas estiveram presentes demonstrando seu apoio à população que foi massacrada pela polícia de Alckimin PSDB). Importante frisar que a imprensa londrinense simplesmente não apareceu, e infelizmente as pessoas estão carentes de informações reais, das mortes ocorridas, das pessoas sem assistência, lesionadas, já que o governo tucano não deixa a imprensa chegar ao local, estão fazendo um ótimo trabalho para mascarar o genocídio perpetrado pelo Estado. Nahas, especulador imobiliário, sonegador de impostos e assassino está sendo protegido em detrimento de milhares de pessoas desabrigadas, sem direito à moradia, morte ao Estado Burguês!
Para mais informações acessem:
http://www.pstu.org.br/movimento_materia.asp?id=13826&ida=0
site@pstu.org.br
PSDB e PM dizem não haver mortos nem feridos. Até quando vão mentir?
LUCIANA CANDIDO, DIRETO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)
• O governo de Geraldo Alckmin, a prefeitura do PSDB e a polícia insistem em dizer que a “desocupação foi tranquila”. Chegaram a dizer em entrevistas que não houve nem mortos e nem feridos na desocupação.
Afirmar que não houve feridos na ocupação é algo absolutamente ridículo. Basta andar por alguns minutos entre as pessoas que foram desalojadas pra perceber que o número de feridos é incalculável. São homens, mulheres e crianças que exibem marcas das balas de borracha e fragmentos de bombas de gás.
Há imagens, em fotos e vídeo, de pessoas feridas sendo transportadas aos hospitais (veja o vídeo). Há cenas da Guarda Municipal atirando com revolver do tipo 38 contra os moradores! Mas o governo e prefeitura estão “blindando” as informações sobre as reais condições destes moradores feridos.
Um radialista divulgou um depoimento de uma moradora que relata ter visto criança gravemente ferida chegar ao Hospital Municipal.
A violência foi tão grande que até o secretario nacional de Articulação Social, Paulo Maldos, foi ferido na desocupação. Maldos foi atingido por uma bala de borracha disparada pela PM.O PSDB vair querer erconder isso também?
A reportagem constatou que há apenas um assessor de comunicação com permissão para falar sobre o número de feridos. Pedir informação em qualquer hospital significa ser despachado para falar com este funcionário. Constatamos que, mesmo jornalistas da grande imprensa, estão visivelmente irritados com a falta de informação.
Ou seja, a centralização é total e a mentira sobre que “não há feridos” é parte da ação militar. Vomitam mentiras para impedir que a opinião pública possa se voltar contra a ação criminosa do governo do PSDB. Assim, tratam os moradores do Pinheirinho pior do que tratam bandidos. Como informou o ex-capitão do BOPE, Rodrigo Pimentel, na Rede Globo, teve mais policiais no Pinheirinho do que na ação de combate ao tráfico na Rocinha.
Para evitar o contato entre os moradores, a prefeitura de São José dos Campos isolou as famílias do Pinheirinho no Centro de Triagem montado na zona sul. A imprensa está impedida de entrar no local para entrevistar os moradores.
Muitos outros moradores também relatam que houve sim assassinatos por parte da polícia. Uma das histórias mais ouvidas aqui é de que havia três corpos dentro do acampamento. A OAB já está percorrendo os necrotérios.
Até quando que o PSDB e a polícia irão esconder a verdade? Onde estão os feridos e desaparecidos do Pinheirinho?
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2012/01/prefeitura-de-sao-jose-dos-campos-nega-comida-a-desabrigados-em-igreja
Prefeitura de São José dos Campos nega comida a desabrigados, diz deputado
Por: Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual
Publicado em 23/01/2012, 15:00
Última atualização às 17:36
São Paulo – Um dia após a violenta ação de reintegração de posse no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos (a 97 quilômetros de São Paulo), a prefeitura está negando alimentos à população desabrigada que se instalou em uma igreja próxima aos acampamentos oferecidos pelo poder municipal. De acordo com o deputado estadual Marco Aurélio (PT), as instalações públicas não oferecem segurança às pessoas.
Segundo Marco Aurélio, o padre Ronildo Aparecido da Rosa, da paróquia Nossa Senhora Perpétuo Socorro, da diocese de São Jose dos Campos, tentou um contato com a prefeitura nesta segunda-feira (23) para que fossem enviados alimentos aos desabrigados, no entanto, a providência foi negada. "Se as pessoas quiserem comer, têm de ir ao acampamento oferecido pela prefeitura, o problema é que no acampamento os conflitos são constantes, hoje mesmo a guarda civil já fez um disparo contra um ex-morador do Pinheirinho", disse.
O parlamentar relatou ainda que a perspectiva da população em relação ao acolhimento vindo do poder público é muito ruim. O ouvidor da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, Bruno Renato Teixeira, já foi até o local para acompanhar a situação. "A situação aqui é uma grave violação dos direitos humanos", afirmou o deputado.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) relatou à reportagem que há uma semana se encontrou com o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), para uma conversa em busca de consenso e soluções para resolver os impasses na ocupação do Pinheirinho. Na reunião foi combinado que seria dado um prazo de 15 dias para que os governos municipal, estadual e federal pudessem chegar a um acordo. No entanto, o combinado não foi cumprido.
"Sinceramente, fiquei surpreendido pela notícia de que a juíza Márcia Loureiro (da 6ª Vara Cível da cidade) havia resolvido solicitar a reintegração de posse da área, causando toda a dificuldade que agora temos assistido, sem que tenhamos uma palavra sua para efetivamente colaborar com a resolução do problema social que atinge milhares de pessoas em São José dos Campos", criticou Suplicy em carta enviada a Cury nesta segunda-feira (23).
No domingo (22), o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendier, determinou que cabe à Justiça estadual paulista julgar o caso. "A União não é parte na ação de reintegração de posse que tramita na Justiça estadual", justificou.
O Ministério Público Federal em São José dos Campos havia ingressado com ação civil pública na Justiça Federal local, para que fosse declarado a responsabilidade do município por omissão em promover medidas sobre regularização à regularização fundiária e urbanística do assentamento, que acabou, na palavras do MPF, se transformando "num verdadeiro bairro esquecido da cidade".
Ordem de cima
Para Marco Aurélio, a ordem para a polícia agir com tamanha truculência vem de cima, do governador Geraldo Alckmin. “Eu não tenho dúvida disso. É uma política de autoritarismo, do militarismo, é tentar resolver as coisas na base da violência. O governador Alckmin está fazendo muito pouco para resgatar a credibilidade não somente da polícia, mas de todo o poder público.”
De acordo com o deputado, a ação imediata consiste em exigir da prefeitura os recursos básicos, como alimentação, vestuário, e condições de higiene. “O prefeito garantiu que havendo a reintegração de posse, eles garantiriam isso, mas não é o que está acontecendo. Se não resolvermos na base do diálogo, vamos mover ações judiciais”, afirmou.
Os governos federal e estadual também já estão sendo acionados a fim de se encontrar soluções para a reintegração que deixou 1,6 mil famílias sem casa, totalizando aproximadamente 5,5 mil pessoas desabrigadas. A área de 1 milhão de metros quadrados pertence à massa falida de uma empresa do megaespeculador Naji Nahas.
Para mais informações acessem:
http://www.pstu.org.br/movimento_materia.asp?id=13826&ida=0
site@pstu.org.br
PSDB e PM dizem não haver mortos nem feridos. Até quando vão mentir?
LUCIANA CANDIDO, DIRETO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)
• O governo de Geraldo Alckmin, a prefeitura do PSDB e a polícia insistem em dizer que a “desocupação foi tranquila”. Chegaram a dizer em entrevistas que não houve nem mortos e nem feridos na desocupação.
Afirmar que não houve feridos na ocupação é algo absolutamente ridículo. Basta andar por alguns minutos entre as pessoas que foram desalojadas pra perceber que o número de feridos é incalculável. São homens, mulheres e crianças que exibem marcas das balas de borracha e fragmentos de bombas de gás.
Há imagens, em fotos e vídeo, de pessoas feridas sendo transportadas aos hospitais (veja o vídeo). Há cenas da Guarda Municipal atirando com revolver do tipo 38 contra os moradores! Mas o governo e prefeitura estão “blindando” as informações sobre as reais condições destes moradores feridos.
Um radialista divulgou um depoimento de uma moradora que relata ter visto criança gravemente ferida chegar ao Hospital Municipal.
A violência foi tão grande que até o secretario nacional de Articulação Social, Paulo Maldos, foi ferido na desocupação. Maldos foi atingido por uma bala de borracha disparada pela PM.O PSDB vair querer erconder isso também?
A reportagem constatou que há apenas um assessor de comunicação com permissão para falar sobre o número de feridos. Pedir informação em qualquer hospital significa ser despachado para falar com este funcionário. Constatamos que, mesmo jornalistas da grande imprensa, estão visivelmente irritados com a falta de informação.
Ou seja, a centralização é total e a mentira sobre que “não há feridos” é parte da ação militar. Vomitam mentiras para impedir que a opinião pública possa se voltar contra a ação criminosa do governo do PSDB. Assim, tratam os moradores do Pinheirinho pior do que tratam bandidos. Como informou o ex-capitão do BOPE, Rodrigo Pimentel, na Rede Globo, teve mais policiais no Pinheirinho do que na ação de combate ao tráfico na Rocinha.
Para evitar o contato entre os moradores, a prefeitura de São José dos Campos isolou as famílias do Pinheirinho no Centro de Triagem montado na zona sul. A imprensa está impedida de entrar no local para entrevistar os moradores.
Muitos outros moradores também relatam que houve sim assassinatos por parte da polícia. Uma das histórias mais ouvidas aqui é de que havia três corpos dentro do acampamento. A OAB já está percorrendo os necrotérios.
Até quando que o PSDB e a polícia irão esconder a verdade? Onde estão os feridos e desaparecidos do Pinheirinho?
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2012/01/prefeitura-de-sao-jose-dos-campos-nega-comida-a-desabrigados-em-igreja
Prefeitura de São José dos Campos nega comida a desabrigados, diz deputado
Por: Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual
Publicado em 23/01/2012, 15:00
Última atualização às 17:36
São Paulo – Um dia após a violenta ação de reintegração de posse no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos (a 97 quilômetros de São Paulo), a prefeitura está negando alimentos à população desabrigada que se instalou em uma igreja próxima aos acampamentos oferecidos pelo poder municipal. De acordo com o deputado estadual Marco Aurélio (PT), as instalações públicas não oferecem segurança às pessoas.
Segundo Marco Aurélio, o padre Ronildo Aparecido da Rosa, da paróquia Nossa Senhora Perpétuo Socorro, da diocese de São Jose dos Campos, tentou um contato com a prefeitura nesta segunda-feira (23) para que fossem enviados alimentos aos desabrigados, no entanto, a providência foi negada. "Se as pessoas quiserem comer, têm de ir ao acampamento oferecido pela prefeitura, o problema é que no acampamento os conflitos são constantes, hoje mesmo a guarda civil já fez um disparo contra um ex-morador do Pinheirinho", disse.
O parlamentar relatou ainda que a perspectiva da população em relação ao acolhimento vindo do poder público é muito ruim. O ouvidor da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, Bruno Renato Teixeira, já foi até o local para acompanhar a situação. "A situação aqui é uma grave violação dos direitos humanos", afirmou o deputado.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) relatou à reportagem que há uma semana se encontrou com o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), para uma conversa em busca de consenso e soluções para resolver os impasses na ocupação do Pinheirinho. Na reunião foi combinado que seria dado um prazo de 15 dias para que os governos municipal, estadual e federal pudessem chegar a um acordo. No entanto, o combinado não foi cumprido.
"Sinceramente, fiquei surpreendido pela notícia de que a juíza Márcia Loureiro (da 6ª Vara Cível da cidade) havia resolvido solicitar a reintegração de posse da área, causando toda a dificuldade que agora temos assistido, sem que tenhamos uma palavra sua para efetivamente colaborar com a resolução do problema social que atinge milhares de pessoas em São José dos Campos", criticou Suplicy em carta enviada a Cury nesta segunda-feira (23).
No domingo (22), o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendier, determinou que cabe à Justiça estadual paulista julgar o caso. "A União não é parte na ação de reintegração de posse que tramita na Justiça estadual", justificou.
O Ministério Público Federal em São José dos Campos havia ingressado com ação civil pública na Justiça Federal local, para que fosse declarado a responsabilidade do município por omissão em promover medidas sobre regularização à regularização fundiária e urbanística do assentamento, que acabou, na palavras do MPF, se transformando "num verdadeiro bairro esquecido da cidade".
Ordem de cima
Para Marco Aurélio, a ordem para a polícia agir com tamanha truculência vem de cima, do governador Geraldo Alckmin. “Eu não tenho dúvida disso. É uma política de autoritarismo, do militarismo, é tentar resolver as coisas na base da violência. O governador Alckmin está fazendo muito pouco para resgatar a credibilidade não somente da polícia, mas de todo o poder público.”
De acordo com o deputado, a ação imediata consiste em exigir da prefeitura os recursos básicos, como alimentação, vestuário, e condições de higiene. “O prefeito garantiu que havendo a reintegração de posse, eles garantiriam isso, mas não é o que está acontecendo. Se não resolvermos na base do diálogo, vamos mover ações judiciais”, afirmou.
Os governos federal e estadual também já estão sendo acionados a fim de se encontrar soluções para a reintegração que deixou 1,6 mil famílias sem casa, totalizando aproximadamente 5,5 mil pessoas desabrigadas. A área de 1 milhão de metros quadrados pertence à massa falida de uma empresa do megaespeculador Naji Nahas.
Comentários
Postar um comentário