Milícia tentava novamente assassinar o deputado estadual Marcelo Freixo do PSOL
Milícia planeja assassinar deputado Marcelo Freixo, dizem documentos
RIO - A Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar, o Ministério
Público e o Disque-Denúncia registraram, em pouco mais de um mês, sete
denúncias de que várias milícias estão preparando o assassinato do
deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Presidente da CPI das
Milícias, que, em 2008, provocou o indiciamento de 225 pessoas, entre
políticos, policiais militares e civis e bombeiros - boa parte do
grupo está presa -, Freixo vai deixar o Brasil amanhã, com a família,
a convite da Anistia Internacional.
O parlamentar vai para a Europa, mas o país de destino e o tempo de
permanência no exterior estão sendo mantidos sob sigilo. Em reportagem
publicada ontem, O GLOBO revelou a atuação de milicianos em pelo menos
11 estados, segundo dados fornecidos por Ministérios Públicos e
Ouvidorias de Polícia.
Em alguns casos, como o da Bahia, as milícias agem com as mesmas
características das do Rio em bairros de Salvador. Elas exploram o
transporte alternativo e a distribuição de serviços de internet, de TV
a cabo e de gás. Há suspeita também da participação de políticos.
Em entrevista ao GLOBO, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo,
admitiu o problema das milícias. Já a corregedora Nacional de Justiça,
a ministra Eliana Calmon, afirmou à reportagem que milicianos estão
por trás da maioria dos casos de violência contra os magistrados
brasileiros. Por isso, ela iniciou uma força-tarefa nos 27 estados
para tentar identificar e punir grupos paramilitares.
- A Anistia ficou preocupada com a minha segurança devido ao
acirramento das denúncias feitas contra mim. A Patrícia foi ameaçada
e, na época, todos diziam que ninguém iria matá-la. Mesmo assim,
mataram - disse Freixo referindo-se à juíza Patrícia Accioli,
executada a tiros por milicianos na porta de casa, em Niterói, na
Região Metropolitana, mês passado.
Maioria das denúncias é de milícias de Zona Oeste e Ilha
As informações sobre os planos de execução de Freixo envolvem, na sua
maioria, milicianos da Zona Oeste do Rio e da Ilha do Governador. Em
uma delas, do último dia 13, enviado à Coordenadoria Institucional de
Segurança da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), um grupo de 50
milicianos fortemente armados se reuniu em um conjunto habitacional de
Campo Grande para planejar o assassinato de Freixo. No mesmo dia, um
outro bando do bairro de Cosmos chegou a fazer churrasco para tramar a
morte do deputado.
No dia 3 deste mês, outro caso envolveu um policial do 18 Batalhão da
Polícia Militar, em Jacarepaguá, acusado de pertencer a uma milícia. O
PM atuaria no bairro Gardênia Azul, até então dominada pelo
ex-vereador do Rio Cristiano Girão, denunciado pela CPI das Milícias,
condenado e preso. O GLOBO mostrou, no último dia 10, a articulação
para assassinar Freixo. Um ex-policial foragido do presídio da PM
receberia cerca de R$ 400 mil para matar o parlamentar.
Parlamentar entregará dossiê ao governo do estado
Em 28 de setembro, mais um relato sobre a intenção de praticar um
atentado contra Freixo. Um grupo paramilitar, liderado por um policial
lotado na unidade do Grupamento de Policiamento em Áreas Ambientais
(Gpae), se reuniu na Cidade de Deus com o objetivo de acertar os
detalhes.
- Vou deixar o país, mas não é um recuo. Não é um arrependimento por
ter denunciado as milícias. Vou voltar e continuar a luta contra os
milicianos - ressalta Freixo, pré-candidato a prefeito nas eleições de
2012.
Atualmente, o deputado só anda escoltado por seguranças. A quantidade,
porém, não é revelada por ele. Freixo utiliza ainda um carro blindado
para os seus deslocamentos na cidade. Hoje, o parlamentar pretende
entregar um dossiê detalhando todas ameaças sofridas à Secretaria
Estadual de Segurança Pública e ao Ministério Público, além de pedir
providências.
- O emocional da minha família está abalado. A milícia é um problema
de todo o país. Trata-se de uma máfia que já matou uma juíza e não
medirá esforços para matar um deputado. Até agora não recebi qualquer
informação sobre as investigações da Secretaria de Segurança - afirmou
Freixo.
Procurada pelo GLOBO, a Secretaria estadual de Segurança Pública não
quis comentar as denúncias contra Freixo e a saída dele do país.
Concluída em dezembro de 2008, o trabalho da CPI das Milícias revelou
o domínio territorial de grupos paramilitares. Um dos focos das
investigações foi em Campo Grande, onde os irmãos Natalino e Gerônimo
Guimarães, respectivamente, ex-deputado estadual e ex-vereador,
chefiavam a maior milícia da região.
A CPI, associada aos inquéritos abertos pela Delegacia de Repressão às
Ações Criminosas Organizadas (Draco), resultaram nas prisões dos
políticos e dos milicianos.
Leia mais sobre esse assunto em
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/30/milicia-planeja-assassinar-deputado-marcelo-freixo-dizem-documentos-925702552.asp#ixzz1cKGP3Mwl
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RIO - A Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar, o Ministério
Público e o Disque-Denúncia registraram, em pouco mais de um mês, sete
denúncias de que várias milícias estão preparando o assassinato do
deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Presidente da CPI das
Milícias, que, em 2008, provocou o indiciamento de 225 pessoas, entre
políticos, policiais militares e civis e bombeiros - boa parte do
grupo está presa -, Freixo vai deixar o Brasil amanhã, com a família,
a convite da Anistia Internacional.
O parlamentar vai para a Europa, mas o país de destino e o tempo de
permanência no exterior estão sendo mantidos sob sigilo. Em reportagem
publicada ontem, O GLOBO revelou a atuação de milicianos em pelo menos
11 estados, segundo dados fornecidos por Ministérios Públicos e
Ouvidorias de Polícia.
Em alguns casos, como o da Bahia, as milícias agem com as mesmas
características das do Rio em bairros de Salvador. Elas exploram o
transporte alternativo e a distribuição de serviços de internet, de TV
a cabo e de gás. Há suspeita também da participação de políticos.
Em entrevista ao GLOBO, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo,
admitiu o problema das milícias. Já a corregedora Nacional de Justiça,
a ministra Eliana Calmon, afirmou à reportagem que milicianos estão
por trás da maioria dos casos de violência contra os magistrados
brasileiros. Por isso, ela iniciou uma força-tarefa nos 27 estados
para tentar identificar e punir grupos paramilitares.
- A Anistia ficou preocupada com a minha segurança devido ao
acirramento das denúncias feitas contra mim. A Patrícia foi ameaçada
e, na época, todos diziam que ninguém iria matá-la. Mesmo assim,
mataram - disse Freixo referindo-se à juíza Patrícia Accioli,
executada a tiros por milicianos na porta de casa, em Niterói, na
Região Metropolitana, mês passado.
Maioria das denúncias é de milícias de Zona Oeste e Ilha
As informações sobre os planos de execução de Freixo envolvem, na sua
maioria, milicianos da Zona Oeste do Rio e da Ilha do Governador. Em
uma delas, do último dia 13, enviado à Coordenadoria Institucional de
Segurança da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), um grupo de 50
milicianos fortemente armados se reuniu em um conjunto habitacional de
Campo Grande para planejar o assassinato de Freixo. No mesmo dia, um
outro bando do bairro de Cosmos chegou a fazer churrasco para tramar a
morte do deputado.
No dia 3 deste mês, outro caso envolveu um policial do 18 Batalhão da
Polícia Militar, em Jacarepaguá, acusado de pertencer a uma milícia. O
PM atuaria no bairro Gardênia Azul, até então dominada pelo
ex-vereador do Rio Cristiano Girão, denunciado pela CPI das Milícias,
condenado e preso. O GLOBO mostrou, no último dia 10, a articulação
para assassinar Freixo. Um ex-policial foragido do presídio da PM
receberia cerca de R$ 400 mil para matar o parlamentar.
Parlamentar entregará dossiê ao governo do estado
Em 28 de setembro, mais um relato sobre a intenção de praticar um
atentado contra Freixo. Um grupo paramilitar, liderado por um policial
lotado na unidade do Grupamento de Policiamento em Áreas Ambientais
(Gpae), se reuniu na Cidade de Deus com o objetivo de acertar os
detalhes.
- Vou deixar o país, mas não é um recuo. Não é um arrependimento por
ter denunciado as milícias. Vou voltar e continuar a luta contra os
milicianos - ressalta Freixo, pré-candidato a prefeito nas eleições de
2012.
Atualmente, o deputado só anda escoltado por seguranças. A quantidade,
porém, não é revelada por ele. Freixo utiliza ainda um carro blindado
para os seus deslocamentos na cidade. Hoje, o parlamentar pretende
entregar um dossiê detalhando todas ameaças sofridas à Secretaria
Estadual de Segurança Pública e ao Ministério Público, além de pedir
providências.
- O emocional da minha família está abalado. A milícia é um problema
de todo o país. Trata-se de uma máfia que já matou uma juíza e não
medirá esforços para matar um deputado. Até agora não recebi qualquer
informação sobre as investigações da Secretaria de Segurança - afirmou
Freixo.
Procurada pelo GLOBO, a Secretaria estadual de Segurança Pública não
quis comentar as denúncias contra Freixo e a saída dele do país.
Concluída em dezembro de 2008, o trabalho da CPI das Milícias revelou
o domínio territorial de grupos paramilitares. Um dos focos das
investigações foi em Campo Grande, onde os irmãos Natalino e Gerônimo
Guimarães, respectivamente, ex-deputado estadual e ex-vereador,
chefiavam a maior milícia da região.
A CPI, associada aos inquéritos abertos pela Delegacia de Repressão às
Ações Criminosas Organizadas (Draco), resultaram nas prisões dos
políticos e dos milicianos.
Leia mais sobre esse assunto em
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/30/milicia-planeja-assassinar-deputado-marcelo-freixo-dizem-documentos-925702552.asp#ixzz1cKGP3Mwl
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