Boletim Universitário da UEL com conteúdo homofóbico- estudantes de serviço social e ciências sociais fazem carta de repúdio
Boletim Universitário?
No mês de setembro foi divulgado o Boletim Universitário nº 7 na Universidade Estadual de Londrina, o mesmo é distribuído pela Pastoral Universitária dentro do campus.
Neste mês o Boletim apresentou em um de seus artigos um conteúdo homofóbico e preconceituoso, o qual se refere aos homossexuais, “como se fosse uma doença”, diz a autora do artigo Mercedes dos Santos Rosa. Ainda usa os termos “anormalidade” e “distúrbios da natureza” para fazer menção aos homossexuais.
O conteúdo aborda o tema sobre o matrimônio, cuja conotação se coloca de forma extremamente moralista, estabelecendo a questão da heterossexualidade como condição superior a qualquer outra que seja diferente.
Levando em conta o ocorrido, nós estudantes questionamos este posicionamento, considerando que este material está sendo veiculado em uma Universidade pública e laica, de forma que o nome do referido boletim “Boletim Universitário” dá a entender que o material é produzido pela universidade e apresenta a opinião da comunidade universitária, e isso é absolutamente não verdadeiro. Se uma parcela da comunidade universitária, enquanto cristãos compartilham desta ideia, então que mostrem sua cara, que digam com todas as letras quem são, e não que mascarem um nome em cima de um posicionamento que definitivamente não é compartilhada pela totalidade da comunidade universitária. Também questionamos o limite da liberdade de expressão. Será que os responsáveis apenas expuseram sua opinião? O uso da liberdade de expressão pode se apresentar, neste caso, como subterfúgio para defender um ponto de vista de forma intransigente, visto que o veículo de comunicação utilizado para tal não traz esclarecimentos sobre um debate coletivo acerca do assunto.
Não podemos admitir a divulgação de material preconceituoso e moralista, visto que as pessoas são livres para exercer sua orientação sexual sem ter que sofrer nenhum tipo de constrangimento. Assim como a comunidade cristã católica tem o direito de se manifestar, os homossexuais também tem o direito de viver sua orientação. Agora não se pode deixar que o “direito” seja usado para atacar outro segmento que não é igual, que não tem os mesmos princípios e ideais.
O conteúdo apresentado pelo boletim fere a dignidade e o respeito à diferença, vai contra o exercício da cidadania, vai em direção à violência e a intolerância.
E a propósito, a homossexualidade é a atração afetiva e sexual por uma pessoa do mesmo sexo. Da mesma forma que a heterossexualidade não tem explicação, a homossexualidade também não tem, depende da orientação sexual de cada pessoa. Por esse motivo, a Classificação Internacional de /doenças (CID) não inclui a homossexualidade como doença, desde 1993. (Brasil sem Homofobia, 2004).
É importante esclarecer que o coletivo que aqui se manifesta, traz a indignação de estudantes e professores, porém de forma contrária à produção da referida publicação, debatemos e discutimos a questão, de modo a considerar que não cabe a nós o papel de um julgamento. Respeitamos a pluralidade, incluindo estudantes de orientação cristã. Isso significa que não se trata de uma “aversão”, ou um “ataque” às opiniões que conferem crença e fé no cristianismo ou em qualquer outra religião, o fato é que este coletivo se coloca a favor ao respeito da dignidade humana e também à igualdade entre as pessoas independente de condições sociais, econômicas ou culturais.
No mês de setembro foi divulgado o Boletim Universitário nº 7 na Universidade Estadual de Londrina, o mesmo é distribuído pela Pastoral Universitária dentro do campus.
Neste mês o Boletim apresentou em um de seus artigos um conteúdo homofóbico e preconceituoso, o qual se refere aos homossexuais, “como se fosse uma doença”, diz a autora do artigo Mercedes dos Santos Rosa. Ainda usa os termos “anormalidade” e “distúrbios da natureza” para fazer menção aos homossexuais.
O conteúdo aborda o tema sobre o matrimônio, cuja conotação se coloca de forma extremamente moralista, estabelecendo a questão da heterossexualidade como condição superior a qualquer outra que seja diferente.
Levando em conta o ocorrido, nós estudantes questionamos este posicionamento, considerando que este material está sendo veiculado em uma Universidade pública e laica, de forma que o nome do referido boletim “Boletim Universitário” dá a entender que o material é produzido pela universidade e apresenta a opinião da comunidade universitária, e isso é absolutamente não verdadeiro. Se uma parcela da comunidade universitária, enquanto cristãos compartilham desta ideia, então que mostrem sua cara, que digam com todas as letras quem são, e não que mascarem um nome em cima de um posicionamento que definitivamente não é compartilhada pela totalidade da comunidade universitária. Também questionamos o limite da liberdade de expressão. Será que os responsáveis apenas expuseram sua opinião? O uso da liberdade de expressão pode se apresentar, neste caso, como subterfúgio para defender um ponto de vista de forma intransigente, visto que o veículo de comunicação utilizado para tal não traz esclarecimentos sobre um debate coletivo acerca do assunto.
Não podemos admitir a divulgação de material preconceituoso e moralista, visto que as pessoas são livres para exercer sua orientação sexual sem ter que sofrer nenhum tipo de constrangimento. Assim como a comunidade cristã católica tem o direito de se manifestar, os homossexuais também tem o direito de viver sua orientação. Agora não se pode deixar que o “direito” seja usado para atacar outro segmento que não é igual, que não tem os mesmos princípios e ideais.
O conteúdo apresentado pelo boletim fere a dignidade e o respeito à diferença, vai contra o exercício da cidadania, vai em direção à violência e a intolerância.
E a propósito, a homossexualidade é a atração afetiva e sexual por uma pessoa do mesmo sexo. Da mesma forma que a heterossexualidade não tem explicação, a homossexualidade também não tem, depende da orientação sexual de cada pessoa. Por esse motivo, a Classificação Internacional de /doenças (CID) não inclui a homossexualidade como doença, desde 1993. (Brasil sem Homofobia, 2004).
É importante esclarecer que o coletivo que aqui se manifesta, traz a indignação de estudantes e professores, porém de forma contrária à produção da referida publicação, debatemos e discutimos a questão, de modo a considerar que não cabe a nós o papel de um julgamento. Respeitamos a pluralidade, incluindo estudantes de orientação cristã. Isso significa que não se trata de uma “aversão”, ou um “ataque” às opiniões que conferem crença e fé no cristianismo ou em qualquer outra religião, o fato é que este coletivo se coloca a favor ao respeito da dignidade humana e também à igualdade entre as pessoas independente de condições sociais, econômicas ou culturais.
Olá Jaqueline, poderia postar uma foto deste boletim ou nos enviar por email? contato@revistaladoa.com.br
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