Stédile em Londrina: últimas impressões...

Estivemos na palestra do coordenador geral do MST João Pedro Stédile que esteve na UEL, embora se apresente como um cara muito respeitável pela sua militância e por seu histórico, deixou muito a desejar em seu discurso, demonstrando um rebaixamento programático aliado ao governo LULA/Dilma. Fez uma fala no sentido da importância do governo de composição, deixando entender que embora reconheça que o governo tenha pessoas como Henrique Meirelles do Banco Central, ex dirigente do Bank Boston, representante da burguesia, o governo avança em termos sociais. Num claro rebaixamento do elo entre a burguesia e a classe trabalhadora. Falou que o movimento tem que andar lado a lado com a institucionalidade elegendo o maior número de deputados de esquerda, qual esquerda? Além é claro de fazer oposição somente ao governo Serra, deixando nas entrelinhas seu apoio à Dilma e à Lígia Puppato que esteve sorridente ao lado de Stédile na mesa. Desqualificou os "demais partidos de esquerda" "qualificando-os" de sectários e esquerdistas" porque não querem derrubar Serra, como se houvesse polarização entre Serra e Dilma. A mesma falou estes dias na imprensa que não usará o boné do MST, Stédile tentou consertar a fala de Dilma de que não apoiava as invasões, argumentando que "as invasões são ilegais, porém as ocupações são previstas e ninguém pode ser preso por isso". Será que ela pensou nisso ao dar esta declaração?
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