Um pouco da história do pré-candidato à presidência da república pelo PSOL Plinio de Arruda Sampaio



Adaptado de Wikipédia

Arte de Gustaveaux Diaz, artista plástico, militante do Psol de Curitiba


A adesão ao PSOL e a crítica ao programa democrático-popular (2005)



Após desligar-se do Partido dos Trabalhadores, do qual foi um dos fundadores e histórico dirigente, ingressou no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Por não concordar com o rumo político do PT, Plínio desligou-se do partido. Em 2006, como candidato do PSOL a governador do Estado de São Paulo, chegou a dizer, durante debate que precedeu o primeiro turno das eleições, que o programa político do PT era idêntico ao do PSDB.

Por defender a luta pelo socialismo, diverge do programa democrático-popular da direção majoritária do PSOL, representada por Heloisa Helena e pelas correntes Movimento Esquerda Socialista e Ação Popular Socialista, por repetir os erros do PT. Em contraposição, colabora para a construção de um campo revolucionário dentro do partido, com as correntes Coletivo Socialismo e Liberdade, Coletivo Socialista Rosa do Povo e centenas de militantes socialistas como Sandra Feltrín, Fernando Silva Tostão, Agnaldo Fernandes, Roberto Leher, Bruno Meirinho, Plínio de Arruda Sampaio Filho, Rosa Marques, Marcelo Badaró, Paulo Rios, Paulo Gouveia, Júnia Golveia, Jorginho Martins, Ricardo Antunes, José de Campos Ferreira, Jesualdo Campos Júnior, Hélio de Jesus, Paulo Pasin, Leninha e Raul Marcelo.

[editar] Pré-Candidato a Presidência da República (2009)
Durante o II Congresso do PSOL, o deputado estadual Raul Marcelo lançou a pré-candidatura de Plínio à presidência da República, com o propósito de construir um programa que sirva para lutar contra os efeitos da crise econômica sobre os trabalhadores e pela unidade da esquerda socialista contra o capital.

“Este consumo desenfreado está chegando ao seu limite. Hoje o PIB americano é quase equivalente ao montante da dívida das famílias americanas. O impacto desta crise é também estrutural e sentiremos seus resultados por muito tempo. Não existem saídas keynesianas para este processo. Há uma necessidade de substituição deste metabolismo perverso pelo socialismo”, afirmou Raul Marcelo.

A tese defendeu o aprofundamento das relações com os países da América Latina para a construção de saídas coletivas, lembrando que o Brasil foi o 2º país mais impactado na redução do PIB e perdeu 1 milhão de postos de trabalho, sendo 800 mil com carteira assinada. “Há setores da sociedade, no entanto, que estão em contradição com aqueles que apóiam o regime e o aprofundamento da crise. São os camponeses, os sem teto, sem terra, a juventude. É preciso reivindicar a agenda da direção do partido para estar ao lado desses setores e construir um programa que consiga amalgamá-los”, disse.

Raul Marcelo também defendeu um partido de militantes nucleados, com autonomia de classe, que não receba recurso dos patrões, com uma política clara de alianças de classe com PCB e PSTU e não com o PV. “E não podemos terminar este Congresso sem uma candidatura à Presidência da República. Respeitamos a posição da companheira Heloísa Helena, mas diante da falta de uma candidatura, um companheiro que viveu a ditadura Vargas e que hoje é referência na luta pela reforma agrária no país colocou seu nome à disposição do partido, porque o PSOL não pode abrir mão desta disputa. E este companheiro é Plínio de Arruda Sampaio”, anunciou.

Dias depois foi apresentado um manifesto com centenas de assinaturas em apoio a pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio. O conteúdo na íntegra pode ser encontrado no site http://pliniopresidente.com. Até o momento, entre milhares de pessoas, filiadas ou não ao PSOL, que já aderiram à pré-candidatura, há Fábio Konder Comparatto, José Arbex Jr, Dom Cappio, Dom Tomás Balduíno, Carlos Nelson Coutinho, Leandro Konder, Virgínia Fontes, Vito Letízia, Ivan Valente, Rosa Marques, Marcelo Freixo, Gilberto Maringoni, João Alfredo, João Machado, Chico de Oliveira, Ricardo Antunes, Chico Alencar, Raul Marcelo, José Nery, Milton Temer, Arthur Moreira, Fernando Silva "Tostão", Sandra Feltrín, entre outras pessoas com histórica tragetória na esquerda brasileira. E, inclusive tem apoio internacional, como István Mészáros e Françóis Chesnais.

Atuação nos movimentos sociais
Plínio de Arruda Sampaio é um dos mais respeitados intelectuais de esquerda católica e também um do mais árduos defensores da Teologia da Libertação entre o laicato. Suas posições fortes em defesa da reforma agrária também o tornam muito querido pelos movimentos sociais de trabalhadores sem-terra, sendo também presidente da ABRA, a Associação Brasileira de Reforma Agrária, gestão 2007-2010 [3].

Desde 1996 é diretor do jornal Correio da Cidadania, veículo de imprensa independente da cidade de São Paulo.

Em 2007, aos 76 anos, participou ativamente da histórica passeata na Avenida Paulista organizada no dia Dia Internacional da Mulher, pelos direitos da mulher trabalhadora e contra a política externa do presidente estadunidense George W. Bush.

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