Moradia popular em Londrina- análise de uma curiosa!!!
Estou morando próximo às casas do projeto "Minha Casa, Minha Vida" e por estar morando próximo comecei a ter a iniciativa de ler sobre o assunto. Em artigo de Mariana Fix, arquiteta e urbanista, mestre em sociologia, compreendemos como o mega projeto do presidente Lula tem como alicerce o enriquecimento das empreiteiras e da construção civil. A autora faz uma abordagem precisa da conjuntura do projeto, apontando que mesmo com sua implantação o déficit habitacional perpetuará entre a população que mais necessita, ou seja entre aquelas que recebem entre 0 e 3 salários mínimos. Isto acontece porque a demanda desta população não é interessante para as empreiteiras, nem vantajoso, a classe que tem ganho de 3 a 10 salários mínimos é a mais almejada pelas grandes construtoras e assim tem se dado no projeto do PAC. Desta forma, o pacote do governo contemplará grande parte dos recursos (70%) para as famílias de renda elevada, e menos de 30% deste montante será destinado às de renda mais baixa. A discrepância também é evidente entre os recursos destinados à zona urbana em detrimento da zona rural, ou seja, este projeto destinará somente 3% dos gastos com a zona rural, sendo que os assentamentos ficarão de fora, pois os recursos deverão vir somente do INCRA. Desta forma, vemos a continuidade do exôdo rural, favorecendo a saída do homem do campo e o incremento da favelização, já que as condições para que este permaneça no campo tornam-se cada vez mais desfavoráveis. Assim, é óbvio dizer que daqui para frente a ocupação urbana se agravará, pois nem o exôdo rural estamos conseguindo impedir, e as iniciativas do governo vão na contramão das pesquisas na área que á a ocupação das milhares de moradias vazias.
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