Demissões em massa na Bosch de Curitiba

E, tem especialistas falando que a crise já foi superada, e que o pior já passou, é evidente que isto é mais uma manobra para acreditarmos nesta ilusão. Vejamos o que aconteceu em Curitiba com a demissão de 900 funcionários da Bosch, o trabalhador é um ventríloquo que tem que acompanhar o mercado porque o lucro diminuiu, e o sindicato se diz surpreso... Estamos diante de uma crise que está a todo vapor e estão a nos enganar que a mesma já acabou?
Bosch demite 900 e dá férias para 3 mil em Curitiba - compilado da matéria

Afetada pela baixa demanda no mercado interno e pela queda brusca nas exportações, empresa reduz em 25% sua capacidade produtiva
Publicado em 19/06/2009 André Lückman
· A Bosch anunciou ontem a demissão de 900 funcionários da sua fábrica na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Além disso, a companhia decidiu manter os outros 3 mil colaboradores que trabalham na unidade em licença remunerada até o dia 28 de junho. Mesmo após o retorno dos trabalhadores afastados temporariamente, a empresa – produtora de sistemas e componentes tecnológicos para motores a diesel – estará diminuindo sua capacidade produtiva em aproximadamente 25%.

Fernando Jasper e André Lückman
As cinco principais empresas da indústria automotiva paranaense demitiram cerca de 2,8 mil pessoas desde o último trimestre do ano passado, quando estourou a crise econômica internacional. Todas tiveram de fazer algum tipo de ajuste para adequar a produção à queda da demanda, recorrendo a folgas, férias coletivas, suspensões temporárias dos contratos de trabalho ou dispensas. Mas nenhuma foi tão drástica quanto a Bosch, que mesmo antes da decisão anunciada ontem já havia dispensado cerca de 700 funcionários em Curitiba.

Decepção
“Tinha muita gente chorando”, disse à Gazeta do Povo um operador de produção demitido ontem pela Bosch. “É muita falta de consideração para quem sempre disse que priorizava a transparência e a comunicação”, disse. De acordo com ele, ontem o dia de trabalho foi normal, mas quinze minutos antes do fim do expediente os funcionários foram chamados, em grupos, pelos gestores de cada área para receber a notícia. “Eu, sozinho, contei 25 colegas que conhecia e que foram despedidos comigo. Tinha gente lá com mais de 20 anos de casa. A coisa aconteceu tão rápido e tão de repente que não conseguimos nem nos despedir.”

Reação
A notícia das demissões na Bosch pegou de surpresa o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC). O presidente Sérgio Butka afirmou que sempre houve consciência do número de horas ociosas dos funcionários na companhia, mas que a empresa havia se comprometido a não demitir antes de negociar. Segundo ele, o sindicato procurou a empresa no dia 12 de maio para cobrar uma posição a respeito da manutenção de empregos, e três dias depois a diretoria respondeu que não haveria cortes. “Os funcionários estavam desconfortáveis com a situação. Tentamos montar com a empresa um quadro de PDV [programa de demissão voluntária] ou banco de horas, e eles responderam que aguardariam mais sinais da economia internacional antes de tomar qualquer atitude”, afirmou Butka.

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