Maranhão mostra o cenário de inundações e a perpetuação semi-feudal do governo Sarney

Repassando- Psol Paraná

MARANHÃO

O país se escandalizou com a denuncia da Leila Suwwan (“Globo”), de que 60% da população do Maranhão só comem porque recebem os 150 reais (no maximo) do Bolsa Família. E não é só o Maranhão. No Piauí, são 59%. Em Alagoas, 58%. Na Paraíba, 55%. No Ceará e Pernambuco, 53%. Abaixo de 50%, a Bahia e Roraima com mais de 49%. Rio Grande do Norte, 48%. Acre, 47%. Sergipe, 46%. Tocantins, 45%. Pará, 42%.

Abaixo de 40%, Amazonas com 39%, Amapá 38%, Rondônia 35%. A partir daí, os que poderiamos chamar de não escandalosos: Espírito Santos e Minas Gerais com 25%, Mato Grosso do Sul 22%, Mato Grosso e Goias 20%, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro 7%, São Paulo 12%, Santa Catarina 10%, Brasília 6%.

BOLSA FAMILIA

Essa é uma estatística bíblica, dos tempos das sete pragas do Egito. Ou africana, da África de Biafra e Sudão, com suas multidões miseráveis, Dirão os insensíveis e insensatos que, se não houvesse o Bolsa Família, esses milhões e milhões de brasileiros iriam procurar trabalho para comer. Trabalho onde, se o desemprego aumenta e a educação não os prepara?

Os Mailson da Nóbrega da vida acham que essa merreca de 10 bilhões que o governo gasta por ano, para matar a fome de 50 milhões de pobres e miseráveis, devia ser dada aos banqueiros, para acrescentar aos 180 bilhões que o governo já paga de juros. Se dependesse do Henrique Meirelles, o Banco Central fazia uma raspa e dava tudo aos bancos.

SARNEY

Por mais que se tente passar uma semana sem macular a coluna com os bigodes feudais do senador Sarney, no painel da desgraça nacional que o “Globo” mostrou mais uma vez aparece, de bigode sujo, o senador Sarney, que há exatos 44 anos usa e abusa da capitania hereditária do Maranhão.

Qual é a cidade mais miserável do país? Leila Suwwan responde. Junco do Maranhão: 95,7% de sua população vivem do Bolsa Família. Em Brejo de Areia, no Maranhão, são 95,3%. Em Poção de Pedras, também no Maranhão, 88,4%. Em São Raimundo do Doca Bezerra, sempre no Maranhão, 86,1%. Em São Luis Gonzaga do Maranhão, 86,1%. Em Paulo Ramos, mais uma vez no Maranhão, 83,9%. É a maior concentração de miséria do país. Depois de meio século de feudalismo dos Sarney.

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