Nota do Psol Maranhão - Caso Roseana Sarney

Segue nota do PSOL-MA!
PSOL-MA - Diretório Estadual
ABAIXO AS OLIGARQUIAS!
VIVA O SOCIALISMO!
CONTRA A CORRUPÇÃO E A FRAUDE DE JACKSON E SARNEY:
NOVAS ELEIÇÕES JÁ!
A cena política maranhense continua dominada pelos mesmos grupos de sempre: pelas velhas e novas oligarquias. A eleição para o governo, em 2006, assistiu à repetição de roteiro conhecido: de um lado, a antiga oligarquia lutando com unhas e dentes - ao que se deve acrescentar muito dinheiro, compra de votos, abusos de toda sorte - e do outro o grupo dissidente (aliado de ontem na eleição para a prefeitura de São Luís, por exemplo) querendo se passar por "novidade", por reformadores, por transformadores da vida política maranhense, ambos empenhados tão somente em obter o controle do aparelho do Estado - em especial do cofre do Estado - em benefício próprio. De um lado, o grupo Sarney; do outro, o grupo Jackson Lago.
Se os cofres estaduais foram usados sem limites ou pudores por Jackson e o "tesoureiro" José Reinaldo (governador eleito pelo grupo Sarney exatamente contra Jackson Lago), Roseana Sarney não fez por menos: usou e abusou do dinheiro amealhado sabe-se lá como, traficou influência, mentiu, prometeu em vão, ajudou, enfim, a corromper o processo eleitoral a um grau máximo. Foi a eleição da fraude contra a vontade popular. Ambos os grupos, na verdade, cassaram a vontade popular. Os verdadeiros cassados em tudo isso foram os maranhenses.
Processo vicioso, do qual se aproveitaram os velhos e os novos oligarcas. Como sempre, utilizam-se da pobreza e até mesmo da miséria, para, mais uma vez, violentar a soberania dos nossos conterrâneos. São inúmeros os casos, muitos deles documentados, das mais escancaradas violações não só da legislação eleitoral quanto dos mais elementares princípios de decência. Por ambos os lados.
Se Jackson já foi expurgado da chefia do executivo estadual pela mais alta corte eleitoral do País, não merece Roseana tratamento diferente. Deverá ser impedida de assumir, em nome da decência. Fraudadora também, não pode beneficiar-se das ilegalidades cometidas, sob pena de o Maranhão vir a ser governado sem sombra de legitimidade.
Já em 2005 dizíamos que a disputa entre José Sarney com Roseana Murad, de um lado, contra José Reinaldo com Jackson, de outro, apenas repetia a história das lutas intra-oligárquicas locais. O tempo só nos fez dar razão. Pilhado no Palácio dos Leões, Jackson reproduz, tintim por tintim, o receituário da política oligárquica e patrimonialista: cooptação dos indecisos, nepotismo deslavado, perseguição política e até mesmo funcional, violência policial, compadrio, troca de favores, fatiamento da administração pública, transformada em coisa privada, portanto, em patrimônio pessoal de alguns ao talante do governador.
Até ao verniz de um trabalhismo caduco renuncia o governo do PDT. Está aí a greve dos professores estaduais, de todos os níveis, que durou mais de 100 dias, para confirmar nossas palavras. Que pediam os professores? Nada, absolutamente nada. Ou melhor: pediam para que o governo estadual não piorasse a situação da categoria, que respeitasse suas poucas conquistas que se pretendia subtrair ardilosamente com a política do subsídio. Tratados a ferro e fogo, foi necessário que o Supremo Tribunal Federal barrasse esse verdadeiro assalto aos mestres maranhenses.
Estão aí os policiais, repetidamente enganados e ludibriados, tratados, eles sim, como bandidos. Este governo (como todos os governos oligarcas) destila ódio ao trabalhador, seja público seja privado, exatamente porque não representa os interesses dos que vivem do trabalho, mas do que se nutrem do sangue e do suor da maioria da população.
Maranhenses: da má árvore não pode sair o bom fruto. Da corrupção generalizada, praticada pelas diversas frações das oligarquias locais, só pode sair um governo ilegal e, mais importante, ilegítimo. Não podemos reconhecer nem em Jackson nem em Roseana a autoridade moral absolutamente indispensável para o exercício do poder no Estado. E ainda não vai tão distante o caso Lunus, a que se juntam, dentre outros incidentes, as "movimentações financeiras atípicas" ocorridas às vésperas das eleições de 2006, no dizer da Polícia Federal, para que não mereça a Senadora Roseana outro tratamento que não aquele reservado, pelo Código Penal, a tais crimes.
Não nos resta outro caminho. Para que seja respeitada a vontade popular devem ser realizadas novas eleições diretas para governador, livre dos vícios que todos conhecemos. Nova eleição não só com todos os cuidados de segurança que a situação exige e a experiência reclama, como também com a presença de observadores externos e isentos, do País e de fora do País. São muitas as manhas dos poderosos. Mesmo acreditando que a Justiça Eleitoral pode cumprir o seu papel, talvez por falta de meios as fraudes ocorreram impunemente sob suas vistas e do Ministério Público Eleitoral. A presença de observadores externos por certo inibirá a repetição do festival de ilegalidades que manchou indelevelmente o pleito de 2006.
NOVAS ELEIÇÕES JÁ!
NÃO À POSSE DE ROSEANA SARNEY!
São Luís, 30 de março de 2009
(foto: folhauol)
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