Mídia Brasileira e a "Ditabranda"

Fiquei bastante surpresa com a excelente reportagem da Record no domingo à noite (05/04). De cunho informativo e esclarecedor foi rebatida a "Ditabranda" da folha de São Paulo, com a apresentação de pessoas que foram torturadas, violentadas sexualmente pela D-OPS e que tiveram pais e parentes mortos pelo Regime Militar. A mim me surpreendeu muito porque há muito tempo não via uma reportagem tão bem estruturada, pois o que sempre vemos na mídia é a exaltação do regime dos militares. E, por termos uma mídia escancaradamente comprometida com o status quo e com a elite, vem à tona o protesto do "Movimento dos Sem Mídia" em frente à Folha de São Paulo, que contou com a presença de mais de 300 manifestantes que pediam explicações para esta matéria absurda e chamavam a atenção para uma mídia que não está comprometida com a população, assim como a maioria das mídias televisivas e impressas no Brasil.A Folha de São Paulo se retratou, embora não tenha arredado totalmente da sua defesa da ditadura. Após este escândalo, assistindo à Paraná Educativa, pude acompanhar um debate entre jornalistas da "Brasil de Fato" e da "Carta Capital" que fizeram uma mesa redonda contemplando o tema da mídia brasileira. Defendem canais abertos e a não renovação dos contratos das grandes empresas de televisão que dominam o cenário brasileiro, e fazem duras críticas a jornais que não têm pautas e mostram matérias vazias e sem provas como a da Veja e Isto É, como no caso por exemplo das acusações contra Protógenes.

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